segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A questão da terra no Brasil e o MST



terça-feira, 30 de outubro de 2012

[Atividade 3ª série] A questão agrária e o MST.

Crianças,

Vocês tem, dependendo da disponibilidade de horário da sala do acessa, até duas aulas para a realização dessa atividade, que pode ser feita individualmente ou em duplas.
Como sei que alguém perguntaria "Professor, pode fazer em trio?" já vou me adiantar e responder:
- Não! Não pode fazer em trio. :)
Se alguém ainda assim tiver alguma dúvida com relação à quantidade de membros do grupo, basta abrir a atividade para ver que o formulário só aceita a entrada de até dois nomes ;)

Isto posto, resta dizer: mãos à obra!

Lembrem-se das aulas passadas. Os links abaixo podem auxiliá-los.


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           ABRA A ATIVIDADE CLICANDO AQUI

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

[Atividade - 1º séries] Leitura de texto e exposição de dúvidas

Crianças!

Leiam atentamente aos dois textos abaixo (Claude Levi Strauss e O xadrez da cultura).

Cada aluno deve elaborar cinco questões que sanariam eventuais dúvidas sobre os textos.

As questões devem ser elaboradas a caneta e entregues ao término da aula.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

[1ª séries] Claude Levi Strauss



Um dos grandes pensadores do século 20, Lévi-Strauss tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.

De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.

Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.

O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de índígenas das Américas do Sul e do Norte.

O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".

Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.

Lévi-Strauss não vê o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.

Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integra também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.

Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".

[1ª séries] O xadrez da cultura

O XADREZ DA CULTURA – Lévi-Strauss

Em 1952, a pedido da Unesco, ele escreveu um artigo chamado Raça e história, em que criticava a ideia de raça e o etnocentrismo entre os povos, além de outros pontos.
Para falar sobre a ideia de que existiram culturas que não se moveriam ou se transformariam e o etnocentrismo, ele deu o exemplo do deslocamento do cavalo no jogo de xadrez.
Tal qual um jogo de xadrez, na qual as peças se movimentam pelas casas pretas e brancas, cada uma delas caminham de maneira diversa uma das outras: a torre em linha reta; o bispo na diagonal; o peão somente para frente, e o cavalo, aos saltos, somente caminha em ‘L’.
De forma análoga, as culturas, por serem diversas, também se desenvolvem como jogo de xadrez. Tome-se o cavalo: as culturas andam em ‘L’, ou aos saltos; elas não andam todas em linha reta, sem seguem todas a mesma direção. Cada uma segue um sentido e uma linha de raciocínio que lhe é própria. Por esse motivo é equivocado considerar errada ou pouco evoluída a cultura que segue uma direção diferente da nossa, como se todas devessem seguir a mesma direção, como se todas devessem andar da mesma forma. Cada cultura tem seus interesses próprios e, assim, um ritmo, velocidade e direção de desenvolvimento que são seus. Não andam, ou se desenvolvem, em linha reta.
Para ilustrar a questão do objetivo ou das necessidades, em suma, o que é mais importante?
Para um pigmeu, mais importante do que saber quem descobriu o Brasil, ou quais são os tipos de climas do mundo, é saber quais plantas são comestíveis e quais são venenosas, quais podem ser usadas como remédio e quais não podem.
Para um brasileiro que almeja se tornar advogado, mais importante é adquirir os conhecimentos necessários para entrar na faculdade do que conhecer quais são as plantas venenosas numa floresta, pois não lhe será de muita utilidade.
Assim é que aquilo que é importante para um talvez nem seja relevante para o outro. Assim também funciona com as culturas: cada uma atinge o seu objetivo de uma maneira e tem objetivos diferentes.

Fonte: Caderno do professor: sociologia, EM, 1ª S., V.3, pp.18-19

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A questão agrária e o MST.

Alguns textos para reflexão acerca da questão agrária no Brasil e o Movimento Sem Terra.

Crianças,

Dando continuidade às nossas discussões, a ATIVIDADE que vocês devem elaborar é a seguinte:
Elaborar um texto apresentando uma discussão sobre a ação do MST reportada pela seguinte matéria:
Dois anos depois, MST volta a ocupar fazenda da Cutrale.

O texto pode ser elaborado em duplas, deve ser manuscrito usando caneta de tinta azul ou preta e deve ser entregue à professora, ou ao professor, ao término da segunda aula de sociologia do dia 17/10.

Os seguintes textos podem auxiliá-los nas suas argumentações.
Atenção! Notem que alguns dos ítens listados já foram trabalhados em aula passada:

Terras devolutas
MST
LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964 - Estatuto da Terra
O que é Reforma Agrária?
Após cinco dias, MST desocupa fazenda da Cutrale
Cutrale é condenada por grilagem e por desrespeitar direitos em tribunal popular
Cutrale é condenada pelo MPT por desconto salarial abusivo e discriminação

Como sei que no 3ºA ainda faltava mais ou menos metade do vídeo para ser assistida, a entrevista na integra está linkada logo aqui em baixo. Sintam-se à vontade para terminar de ver ou rever.

Não deixe de assistir à entrevista que João Pedro Stedile, líder nacional do MST, deu ao Canal Livre, da Band.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O processo de construção da identidade social

A identidade social é caracterizada essencialmente pela forma como nós próprios nos vemos, ou seja é um sentido do “eu” conjugada com a forma como os outros nos veem.

Quando nos autocaracterizamos estamos ancorados num determinado modelo com o qual nos identificamos, quer isto dizer que a identidade social requer um certo grau de escolha, ao mesmo tempo que exige um nível de consciência.
Estudos da década de 60 e 70 revelavam que a identidade estaria ligada a estruturas tradicionais de classe, não sendo, portanto, algo individual mas coletivo, intimamente ligada ao fato de um indivíduo pertencer a uma determinada classe social e em que todos os indivíduos pertencentes a essa classe teriam a mesma identidade. Desse modo, esta era imutável, circunscrita e permanecia no tempo com alguma solidez, tornando o assim o individuo dependente da estrutura social e não das suas próprias escolhas.
Para refutar estes paradigmas surgem os estudos sociológicos pós-modernistas e pós-estrutualistas que defendem uma identidade individual assentada numa dinâmica social influenciada pelas relações socias entre os indivíduos que compõem essa mesma sociedade. A identidade social é vista agora como algo que se constrói individualmente, algo que é dinâmico e pouco estável.

Segundo estes estudos contemporâneos o individuo possui várias fontes identitárias, identidade de gênero, identidade nacional, identidade etária, identidade étnica, identidade profissional e entre outras.

A influência que a classe social, a religião ou a política tinha sobre o individuo deixa assim de fazer sentido, passando este a definir a sua própria identidade, de acordo com as suas escolhas e as suas experiências individuais, independentemente da estrutura social em que está inserido.

São as relações face à face que determinam o processo de construção identitária, a socialização primária e secundária tornam-se assim bastante importantes, pois os indivíduos necessitam uns dos outros para formarem a sua própria identidade. De acordo com Richard Jenkins (1996) as identidades não são inatas, não nascem conosco, precisam ser construídas e esta construção passa pela interação com o outro, pois só a interação social permite viver em sociedade.

Vivemos hoje numa sociedade altamente globalizada em que tudo é muito dinâmico, instável e flexível, quer a nível profissional, econômico ou político, como tal as identidades tornam-se também instáveis e susceptíveis às escolhas que cada individuo efetua. Ao mesmo tempo em que surgem as mudanças sociais, a alteração de valores e padrões que regem uma sociedade, assim também os indivíduos têm poder para moldar a sua própria identidade.

O papel da escola e da família no processo de socialização

A socialização é um processo que implica interação social, entre o individuo que está a ser socializado e a sociedade que o envolve. Este processo tem inicio na primeira infância e prolonga-se ao longo da vida, denominando-se de socialização primária a que ocorre na primeira infância e socialização secundária a que ocorre a partir da fase da adolescência.

É através da socialização que o individuo se torna um ser social, pensante, atuante, pois assimila a cultura, as normas, os comportamentos e as condutas do grupo social em que está inserido, é através deste mecanismo de construção e interiorização que a criança adquire comportamentos considerados adequados e corretos à sociedade e ao que dela é esperado, é também através do controlo social que são impostas regras de conduta que devem reger os comportamentos dos indivíduos de forma a harmonizar os padrões de convivência social.

As crianças nas suas relações sociais com os demais descobrem que se torna necessária a reciprocidade para agir conforme as regras, tendo em conta que as regras são efetivas se as pessoas concordarem em aceitá-las.

A família, a escola, os meios de comunicação social e outras instituições sociais que compõem a sociedade são os responsáveis, ou seja, são os agentes de socialização.

A família e a escola são os grupos que têm maiores repercussões neste processo de socialização, a escola não só detém o papel de transmissão de conhecimentos científicos, denominada de socialização formal, como também cabe a esta o desenvolvimento de capacidades cognitivas, afetivas, capacidade de relacionamento em sociedade, competências comunicativas e participação na formação da identidade individual de cada aluno, denominada de socialização informal.

A família é a base afetiva do individuo, é a esta que se delega a responsabilidade de satisfazer as necessidades básicas da criança logo à nascença, para além disto a transmissão de cultura que envolve todas as práticas e saberes acumulados de geração em geração dá-se também no seio desta instituição.

A partir destas reflexões compreende-se a importância que a família e a escola têm como pilares para a formação da identidade e personalidade do individuo bem como transmissores dos princípios éticos e morais que permeiam a sociedade.

domingo, 26 de agosto de 2012

[1ª séries] Texto para questionário: Os papéis sociais

OS PAPÉIS SOCIAIS

Um papel social é aquilo que se espera de alguém que tem um certo estatuto social. É o conjunto de deveres ou funções que a pessoa tem. Por exemplo: espera-se que um professor explique as matérias, que avalie os alunos, etc. O que compete a um certo papel social pode estar formalmente definido num regulamento ou estabelecido de modo informal nas tradições de uma sociedade.

Cada pessoa desempenha vários papéis. Uma mesma pessoa pode ser mulher, mãe, esposa, filha, amiga, professora, sindicalista, etc. Quando a diversidade de papéis diz respeito aos vários papéis que uma mesma pessoa desempenha costuma designar-se multiplicidade de papéis. 

Quando a diversidade de papéis diz respeito a papéis relacionados entre si, mas desempenhados por pessoas diferentes, costuma designar-se conjunto de papéis. Por exemplo: avô, avó, pai, mãe, filho. Num conjunto de papéis podem existir conflitos. Por exemplo: os desentendimentos entre pais e filhos relativamente à duração do estudo e às horas para regressar a casa.

Numa multiplicidade de papéis também podem existir conflitos: por vezes os diferentes papéis envolvem exigências difíceis de compatibilizar umas com as outras. Por exemplo: o papel de professor pode ser difícil de compatibilizar com o papel de pai, se a pessoa em causa não tiver condições de trabalho.
Podem também ocorrer conflitos entre as diferentes exigências de um mesmo papel. Nesse caso, é um conflito intrapapel. Por exemplo: em certas circunstâncias um professor pode hesitar entre penalizar um erro do aluno ou valorizar o fato de ele ter tentado responder.

Bibliografia:
Peter Worsley, Introdução à Sociologia, 5ª edição, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1983, pp. 287-291.

Após a leitura desse texto e com base nas discussões realizadas em sala de aula, responda:

quinta-feira, 26 de abril de 2012

[DRSC - 1ª séries] Rec

Crianças, para fazer a Avaliação de Recuperação, clique no link referente à sua sala.


1ª série: A
Clique aqui.


1ª série: B
Clique aqui.


1ª série C:
Clique aqui.


1ª série: D
Clique aqui.

PS. Lembrem-se, caso sua nota da Rec. seja inferior à nota anterior, persistirá a maior.


Questão 2 (ENEM - 1999)

(...) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (...) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.
(COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium.)

Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas.
(VINCI, Leonardo da. Carnets.)

O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é


a) a fé como guia das descobertas.
b) o senso crítico para se chegar a Deus.
c) a limitação da ciência pelos princípios bíblicos.
d) a importância da experiência e da observação.
e) o princípio da autoridade e da tradição.

Questão 9 (UFU)

Selecione as afirmativas que indicam o contexto histórico, social e filosófico que possibilitou a gênese da Sociologia.

 I – A Sociologia é um produto das revoluções francesa e industrial e foi uma resposta às novas situações colocadas por estas revoluções. 
 II – Com o desenvolvimento do industrialismo, o sistema social passou da produção de guerra para a produção das coisas úteis, através da organização da ciência e das artes. 
 III – O pensamento filosófico dos séculos XVII e XVIII contribuiu para popularizar os avanços científicos, sendo a Teologia a forma norteadora desse pensamento. 
 IV – A formação de uma sociedade, que se industrializava e se urbanizava em ritmo crescente, propiciou o fortalecimento da servidão e da família patriarcal. 

 Assinale a alternativa correta:

A) III e IV.
B) I, II e III. 
C) II, III e IV. 
D) I e II. 
E) Todas as alternativas estão corretas.

Questão 10 (ENEM - 2001)

O texto foi extraído da peça Tróilo e Créssida de William Shakespeare, escrita, provavelmente, em 1601.

“Os próprios céus, os planetas, e este centro reconhecem graus, prioridade, classe, constância, marcha, distância, estação, forma, função e regularidade, sempre iguais; eis porque o glorioso astro Sol está em nobre eminência entronizado e centralizado no meio dos outros, e o seu olhar benfazejo corrige os maus aspectos dos planetas malfazejos, e, qual rei que comanda, ordena sem entraves aos bons e aos maus." 
(personagem Ulysses, Ato I, cena I). 
SHAKESPEARE, W. Tróilo e Créssida: Porto: Lello & Irmão, 1948.

A descrição feita pelo dramaturgo renascentista inglês se aproxima da teoria

(A) geocêntrica do grego Claudius Ptolomeu. 
(B) da reflexão da luz do árabe Alhazen. 
(C) heliocêntrica do polonês Nicolau Copérnico. 
(D) da rotação terrestre do italiano Galileu Galilei. 
(E) da gravitação universal do inglês Isaac Newton.

Resultados das avaliações de Recuperação

[DRSC] 1ª série:
A
B
C
D

[Nantala] 3ª séries
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[Zilah] 1ª séries
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[Zilah] 2ª séries
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[Zilah] 3º séries
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Suicídio de jovem forçada a casar com seu estuprador causa protestos

Ativistas marroquinos intensificaram a pressão para derrubar a lei que permite que estupradores casem com suas vítimas depois que uma menina de 16 anos cometeu suicídio. Amina Al Filali usou veneno de rato para tirar a própria vida após ficar casada por cinco meses com o homem que a violentou e que, desde a união permanente, a agredia fisicamente.

Mulheres caminham em rua no Marrocos

Uma petição online e uma manifestação prevista para este sábado (17) tratam da lei como "constrangedora" para o país. Os ativistas querem a suspensão do Artigo 475 da lei local que permite que estupradores escapem da prisão se eles aceitarem "restaurar as virtudes" da vítima - ou seja, se se casarem com ela.

Estuprada aos 15 anos, Amina foi obrigada a se casar com seu estuprador com apoio de um juiz. Pela lei do Marrocos, o crime de estupro é punido com 10 anos de prisão, chegando a 20 se a vítima for menor de idade.

"O artigo 475 é constrangedor para a imagem internacional de modernidade e democracia no Marrocos", disse à BBC Fouzia Assouli, presidente da Liga Democrática do Marrocos para os Direitos da Mulher. "No Marrocos, a lei protege a moralidade pública, mas não o indivíduo", acrescentou Assouli.

Ela afirma ainda que legislação proibindo todas as formas de violência contra as mulheres, incluindo estupro dentro do casamento, está para ser implementada desde 2006.

Deserdada
A jornalista da BBC em Rabat, Nora Fakim, diz que em partes conservadoras do Marrocos é inaceitável para uma mulher perder a virgindade antes do casamento --e a desonra é dela e de sua família, mesmo que ela seja vitima de estupro. Amina veio da pequena cidade de Larache, perto de Tânger, ao norte do país.

A idade legal do casamento em Marrocos é de 18 anos, salvo se houver "circunstâncias especiais" --que é a razão pela qual Amina era casada, apesar de ser menor de idade.

A imprensa local diz que a menina queixou-se a sua família sobre maus tratos, mas acabou deserdada, o que teria provocado o suicídio.

Testemunhas afirmam que o marido ficou tão indignado quando Amina tomou o veneno que a arrastou pelos cabelos pela rua --e ela morreu pouco depois.

Ativistas estão pedindo que o juiz que permitiu o casamento e o estuprador sejam presos.

Estudo governamental realizado no último ano dá conta de que cerca de um quarto das marroquinas sofreram ataques de ordem sexual ao menos uma vez durante suas vidas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

[1ª séries] Texto para fichamento

Revolução Francesa

Pode se dizer que a Revolução Francesa teve relevante papel nas bases da sociedade de uma época, além de ter sido um marco divisório da história dando início à idade contemporânea. Foi um acontecimento tão importante que seus ideais influenciaram vários movimentos ao redor do mundo, dentre eles, a nossaInconfidência Mineira. Esse movimento teve a participação de vários grupos sociais: pobres, desempregados, pequenos comerciantes, camponeses (estes, tinham que pagar tributos à nobreza e ao clero).
Em 1789, a população da França era a maior do mundo, e era dividida em três estados: clero (1º estado), nobreza (2º estado) e povo (3º estado). O clero e a nobreza tinham vários privilégios: não pagavam impostos, recebiam pensões do estado e podiam exercer cargos públicos. O povo tinha que arcar com todas as despesas do 1º e 2º estado. Com o passar do tempo e influenciados pelos ideais do Iluminismo, o 3º estado começou a se revoltar e a lutar pela igualdade de todos perante a lei. Pretendiam combater, dentre outras coisas, o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero.
A economia francesa passava por uma crise, mais da metade da população trabalhava no campo, porém, vários fatores ( clima, secas e inundações), pioravam ainda mais a situação da agricultura fazendo com que os preços subissem, e nas cidades e no campo, a população sofria com a fome e a miséria. Além da agricultura, a indústria têxtil também passava por dificuldades por causa da concorrência com os tecidos ingleses que chegavam do mercado interno francês. Como conseqüência, vários trabalhadores ficaram desempregados e a sociedade teve o seu número de famintos e marginalizados elevados.
Toda esta situação fazia com que a burguesia (ligada à manufatura e ao comércio) ficasse cada vez mais infeliz. A fim de contornar a crise, o Rei Luís XVI resolveu cobrar tributos ao povo (3º estado), em vez de fazer cobranças ao clero e a nobreza. Sentindo que seus privilégios estavam ameaçados, o 1º e 2º estado se revoltaram e pressionaram o rei para convocar a Assembléia dos Estados Gerais que ajudaria a obrigar o povo a assumir os tributos.
Em maio de 1789, após a reunião da Assembléia no palácio de Versalhes, surgiu o conflito entre os privilegiados (clero e nobreza) e o povo.  Já em 14 de julho daquele ano, os parisienses invadiram e tomaram a Bastilha (prisão) que representava o poder absoluto do rei, já que era lá que ficavam os inimigos políticos dele. Esse episódio ficou conhecido como “A queda da Bastilha”. O rei então não tinha mais como controlar a fúria popular e tomou algumas precauções para acalmar o povo que invadia, matava e tomava os bens da nobreza: o regime feudal sobre os camponeses foi abolido e os privilégios tributários do clero e da nobreza acabaram.
No dia 26 de agosto de 1789 a Assembléia Nacional Constituinte proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, cujos principais pontos eram:  O respeito pela dignidade das pessoas, Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei, Direito à propriedade individual, Direito de resistência à opressão política,  Liberdade de pensamento e opinião
No 21 de janeiro de 1793, um dia de inverno, Luís XVI foi levado ao cadafalso para ser decapitado por Sanson, o carrasco oficial da república convencional. Por toda a Europa, os reis tremeram. A cabeça cortada e sangrada do rei, erguida na praça pública lotada, foi o aviso que a França revolucionária enviou aos soberanos do velho continente, junto com o grito "Morte aos tiranos!"

[3ª séries] Texto para fichamento I


Cidadania, um conceito em evolução.
Newton Bignotto, Professor do departamento de Filosofia da UFMG. 

Para baixar na íntegra esse texto, clique aqui

Originalmente, o conceito de cidadania referia-se à condição daqueles que, pertencendo ao corpo político das cidades gregas, tinham o direito não apenas de viver em seu território, mas também de participar diretamente das decisões que determinavam os rumos da vida da cidade. Para que isso fosse possível, era necessário que os cidadãos fossem iguais, se não em tudo, o que é impossível, pelo menos em relação ao respeito das leis e quanto à liberdade de agir no interior das instituições que governavam os destinos da polis. Podemos, portanto, associar ao conceito de cidadania grega dois outros conceitos: o de igualdade e o de liberdade.
Sem eles, ficamos apenas com a idéia de pertencimento a um corpo político, o que não seria suficiente para separar o cidadão grego dos súditos de reinos governados por monarcas com poderes absolutos. Os romanos iriam radicalizar ainda mais a idéia da isonomia entre os cidadãos, transformando-os em sujeitos de direito. Cada cidadão passa a ser considerado como tal não apenas por poder participar das decisões importantes da vida política da cidade, mas também por ser possuidor de direitos, que os capacitam a realizar contratos ao abrigo da lei e sem o consentimento direto de governantes e outros mandatários. O direito ocupa, assim, um lugar fundamental na definição do que seja uma sociedade política para os romanos e consolida a idéia de cidadania.
A concepção grego-romana de cidadania encontrou limites no aparecimento do indivíduo moderno. Se a idéia de que os cidadãos devem ser livres e iguais perante a lei se manteve como um marco essencial para a definição do conceito, o aparecimento do indivíduo moderno colocou em questão a forma como os antigos se relacionavam com o corpo político. O pertencimento de um grego a uma cidade era, na maior parte das vezes, determinado por critérios como o nascimento e a filiação, o que criava um fator de exclusão e de limitação da cidadania, deixando de fora estrangeiros, mulheres e crianças. Como diz Aristóteles em Política (1275 a 25), “um cidadão no sentido absoluto se define pela participação nas funções judiciárias e na função pública em geral”. O importante para o cidadão era o que acontecia dentro da esfera pública, o mundo da casa e das relações desiguais não contava para ele como cidadão.
Na esfera privada, essa definição serviu como ponto de partida para a cidadania moderna, mas ela não leva em conta o fato de que a esfera privada, que, na Antigüidade estava fora da esfera da política, passou a ocupar um lugar diferente na vida desde o início da modernidade. Se, antes, ela estava fora do espaço da cidadania, englobando, por isso, relações assimétricas e desiguais – como aquelas entre esposo e esposa e entre senhor e escravo – agora, ela é considerada um território essencial da existência do indivíduo e de sua afirmação, passando a englobar direitos e deveres à semelhança da esfera pública.
Essa mudança na relação entre o público e o privado alterou a forma como os indivíduos se relacionam com o Estado e os levou a reivindicar direitos que, antes, não faziam sentido. À luz dessas observações é que podemos compreender as análises de Marshall a respeito do desenvolvimento da noção de cidadania na Inglaterra. Como mostra o autor, aos direitos políticos tradicionalmente associados à cidadania se seguiram os direitos civis e, por fim, os direitos sociais. Se esse esquema não descreve um processo histórico necessário em sua ordem cronológica para todas as nações – como mostrou José Murilo de Carvalho em estudo sobre a cidadania no Brasil –, pelo menos serve para mostrar a grande complexidade que a questão alcançou na modernidade.
 (...)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Não deu na Globo


Grupo cubano anuncia teste de vacina contra Aids em humanos

DA FRANCE PRESSE


Um time de biotecnologia cubano, que teve êxito ao testar uma vacina contra Aids em cobaias de laboratórios, anunciou que está pronto para dar início ao experimento com humanos.
O pronunciamento foi feito durante uma conferência na capital cubana, Havana, na segunda-feira.

"A vacina contra a Aids já foi testada com sucesso [em camundongos] e agora estamos preparados para uma pequena e controlada fase de exames clínicos [com pacientes soropositivos que não se encontram em estágios avançados da doença], disse o pesquisador Enrique Iglesias, CIGB (Centro de Engenharia e Biotecnia Genética).

Iglesias explicou que a vacina Teravac-HIV-1 é feita com proteínas recombinadas que provocam uma resposta celular de defesa contra o vírus HIV.

O pesquisador lembrou que mais de cem testes clínicos com humanos foram realizados antes por grupos de pesquisa de Cuba e de outros países, mas realçou que todos falharam.
Cuba gasta por ano mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 349 milhões) em programas de prevenção contra a Aids.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tutorial - Assinando os Grupos de emails

Criançada,

Muitos alunos estão enfrentando problemas para efetivar a assinatura nos Grupos de e-mails.
Então criei um passo-a-passo para auxiliar em eventuais problemas ou dificuldades.


Se você já preencheu o Formulário de Cadastramento de e-mails, mas não encontrou o convite em seu e-mail, ou se encontrou um link quebrado, recomece do 1ª passo.

1ª passo:
Preencher o Formulário de Cadastramento de e-mails e, logo após isso, na coluna da direita, clique no link Assinar Grupos referente à sua escola e, em seguida, peça o convite no grupo referente à sua sala.

2ª passo:
Acessar sua conta de e-mail e aceitar o convite.

Foi no 2º passo que muitos encontraram dificuldade. Vejamos, então, como proceder dentro de sua conta de e-mail.

I
Encontre o convite. Se o mesmo não estiver em sua Caixa de Entrada, procure no Lixo Eletrônico, conforme você pode ver na figura.


II
Abra a mensagem e clique no link indicado nas instruções:


III
Feito isso, você deverá ver a seguinte mensagem:


Chegando neste ponto, já era! Seu cadastro finalmente terá sido realizado.



Completando assinatura

Senhores, senhoritas,

Por favor, completem a assinatura dos Grupos aceitando o convite que foi enviado para seus e-mails cadastrados.

Caso não encontrem a mensagem em suas Caixas de Entrada, por favor a procurem no Lixo Eletrônico.

Valeu, criançada!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Esses dias, em aula para uma turma da 2ª série, comentei alguma coisa sobre trabalho escravo no Brasil hoje. Alguém se espantou com essa afirmação, então, falei um pouco sobre o tema. Comentei sobre os Bolivianos que vem a São Paulo e acabam escravos no ramo têxtil.
O trabalho escravo no Brasil contemporâneo também é tema de aula da 3ª série, então vou adiantar um pouco o andor da carruagem, e deixar aqui uma matéria bem fresca que trata desse tema:

Trabalho escravo é flagrado em obra de hospital na região da av. Paulista.

 Equipes de fiscalização do governo federal flagraram, por três vezes, trabalhadores escravos produzindo peças de roupa da marca Zara na cidade de São Paulo
Onze pessoas que trabalhavam como pedreiros e serventes para a construtora Racional Engenharia na ampliação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na região da avenida Paulista, em São Paulo, foram encontradas em condições análogas às de escravidão pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O flagrante foi feito com base em denúncia de um trabalhador que teve seu salário retido por dois meses. Os representantes da Racional alegam que os trabalhadores respondiam a uma terceirizada e que a direção desconhecia as irregularidades encontradas.

Antes da reportagem, apenas um breve comentário: Trabalho análogo ao de escravo, crime previsto no artigo 149 do Código Penal, já foi encontrado em fiscalizações do governo federal em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (como na implantação do canteiro da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia), na construção de moradias do “Minha Casa, Minha Vida” (como na região de Campinas, no Estado de São Paulo), na ampliação do Programa “Luz para Todos” (que leva energia para famílias e comunidades que não têm acesso à rede elétrica, como foi em Guajará-Mirim, Rondônia) e em obras da CDHU, órgão do governo estadual paulista (em obras de moradias populares). Os resgates de trabalhadores nesse setor são recentes, não porque o trabalho escravo surgiu apenas agora na construção civil, mas porque o poder público passou a dar mais atenção à fiscalização nessa área. E os números têm crescido, inclusive com a presença de empreiteiras no cadastro de empregadores flagrados com mão-de-obra escrava.
Parte significativa dos trabalhadores resgatados na construção civil em São Paulo são oriundos do Maranhão, Estado com o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano do país. Há uma tendência, inclusive, de migrantes que atuavam no corte da cana-de-açúcar passarem a trabalhar na construcão civil com a mecanização do corte – não raro trazidos pelos mesmos contratadores de mão-de-obra irregulares.
A reportagem, abaixo, é de Bianca Pyl, da Repórter Brasil:
Os operários tiveram a liberdade restringida, de acordo com Luís Alexandre Faria, coordenador do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo Urbano da Superintendência do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), devido à retenção de salários e às dívidas contraídas com o empreiteiro da obra. Sem receber, eles acabaram sem poder regressar aos seus municípios de origem, em Santa Quitéria e Tutóia, no Maranhão.
Dos onze, quatro foram aliciados no Maranhão e já chegaram a São Paulo endividados. Os demais trabalhavam em outra obra na capital. Eles foram encaminhados para um alojamento em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, onde, sem dinheiro, passaram a viver em condições precárias. Os operários utilizavam espumas de colchão como papel higiênico e não tinham dinheiro sequer para comprar cartões telefônicos para contatar familiares ou mesmo para se locomover dentro da cidade, segundo os auditores.
A operação foi finalizada em 10 de fevereiro, quando a empresa recebeu os 28 autos de infração pelas irregularidades encontradas. A Repórter Brasil aguardou o posicionamento da empresa para divulgar a fiscalização. Os trabalhadores retornaram ao Maranhão em 23 de janeiro, após receberem as verbas rescisórias.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/16/obra-da-racional-e-flagrada-com-trabalho-escravo-pelo-governo.htm Acessado em 16/02/2012