terça-feira, 30 de outubro de 2012

[Atividade 3ª série] A questão agrária e o MST.

Crianças,

Vocês tem, dependendo da disponibilidade de horário da sala do acessa, até duas aulas para a realização dessa atividade, que pode ser feita individualmente ou em duplas.
Como sei que alguém perguntaria "Professor, pode fazer em trio?" já vou me adiantar e responder:
- Não! Não pode fazer em trio. :)
Se alguém ainda assim tiver alguma dúvida com relação à quantidade de membros do grupo, basta abrir a atividade para ver que o formulário só aceita a entrada de até dois nomes ;)

Isto posto, resta dizer: mãos à obra!

Lembrem-se das aulas passadas. Os links abaixo podem auxiliá-los.


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           ABRA A ATIVIDADE CLICANDO AQUI

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

[Atividade - 1º séries] Leitura de texto e exposição de dúvidas

Crianças!

Leiam atentamente aos dois textos abaixo (Claude Levi Strauss e O xadrez da cultura).

Cada aluno deve elaborar cinco questões que sanariam eventuais dúvidas sobre os textos.

As questões devem ser elaboradas a caneta e entregues ao término da aula.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

[1ª séries] Claude Levi Strauss



Um dos grandes pensadores do século 20, Lévi-Strauss tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.

De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.

Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.

O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de índígenas das Américas do Sul e do Norte.

O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".

Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.

Lévi-Strauss não vê o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.

Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integra também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.

Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".

[1ª séries] O xadrez da cultura

O XADREZ DA CULTURA – Lévi-Strauss

Em 1952, a pedido da Unesco, ele escreveu um artigo chamado Raça e história, em que criticava a ideia de raça e o etnocentrismo entre os povos, além de outros pontos.
Para falar sobre a ideia de que existiram culturas que não se moveriam ou se transformariam e o etnocentrismo, ele deu o exemplo do deslocamento do cavalo no jogo de xadrez.
Tal qual um jogo de xadrez, na qual as peças se movimentam pelas casas pretas e brancas, cada uma delas caminham de maneira diversa uma das outras: a torre em linha reta; o bispo na diagonal; o peão somente para frente, e o cavalo, aos saltos, somente caminha em ‘L’.
De forma análoga, as culturas, por serem diversas, também se desenvolvem como jogo de xadrez. Tome-se o cavalo: as culturas andam em ‘L’, ou aos saltos; elas não andam todas em linha reta, sem seguem todas a mesma direção. Cada uma segue um sentido e uma linha de raciocínio que lhe é própria. Por esse motivo é equivocado considerar errada ou pouco evoluída a cultura que segue uma direção diferente da nossa, como se todas devessem seguir a mesma direção, como se todas devessem andar da mesma forma. Cada cultura tem seus interesses próprios e, assim, um ritmo, velocidade e direção de desenvolvimento que são seus. Não andam, ou se desenvolvem, em linha reta.
Para ilustrar a questão do objetivo ou das necessidades, em suma, o que é mais importante?
Para um pigmeu, mais importante do que saber quem descobriu o Brasil, ou quais são os tipos de climas do mundo, é saber quais plantas são comestíveis e quais são venenosas, quais podem ser usadas como remédio e quais não podem.
Para um brasileiro que almeja se tornar advogado, mais importante é adquirir os conhecimentos necessários para entrar na faculdade do que conhecer quais são as plantas venenosas numa floresta, pois não lhe será de muita utilidade.
Assim é que aquilo que é importante para um talvez nem seja relevante para o outro. Assim também funciona com as culturas: cada uma atinge o seu objetivo de uma maneira e tem objetivos diferentes.

Fonte: Caderno do professor: sociologia, EM, 1ª S., V.3, pp.18-19

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A questão agrária e o MST.

Alguns textos para reflexão acerca da questão agrária no Brasil e o Movimento Sem Terra.

Crianças,

Dando continuidade às nossas discussões, a ATIVIDADE que vocês devem elaborar é a seguinte:
Elaborar um texto apresentando uma discussão sobre a ação do MST reportada pela seguinte matéria:
Dois anos depois, MST volta a ocupar fazenda da Cutrale.

O texto pode ser elaborado em duplas, deve ser manuscrito usando caneta de tinta azul ou preta e deve ser entregue à professora, ou ao professor, ao término da segunda aula de sociologia do dia 17/10.

Os seguintes textos podem auxiliá-los nas suas argumentações.
Atenção! Notem que alguns dos ítens listados já foram trabalhados em aula passada:

Terras devolutas
MST
LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964 - Estatuto da Terra
O que é Reforma Agrária?
Após cinco dias, MST desocupa fazenda da Cutrale
Cutrale é condenada por grilagem e por desrespeitar direitos em tribunal popular
Cutrale é condenada pelo MPT por desconto salarial abusivo e discriminação

Como sei que no 3ºA ainda faltava mais ou menos metade do vídeo para ser assistida, a entrevista na integra está linkada logo aqui em baixo. Sintam-se à vontade para terminar de ver ou rever.

Não deixe de assistir à entrevista que João Pedro Stedile, líder nacional do MST, deu ao Canal Livre, da Band.